Um morador acolhido pela rede socioassistencial de Maricá deixou a unidade de acolhimento institucional de Itaipuaçu nesta sexta-feira (11/9), depois de conseguir emprego formal e alugar um imóvel. Identificado como Anderson, ele teve a saída acompanhada pela Secretaria de Assistência Social e Cidadania, após um período de atendimento no abrigo municipal.
O encaminhamento para a unidade havia sido feito pelo Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua, o Centro POP, em razão de uma situação de vulnerabilidade social. A partir desse encaminhamento, Anderson passou a receber o apoio da rede de atendimento do município durante o acolhimento.
Na unidade, o acompanhamento incluiu atendimento social e de saúde. O morador também recebeu apoio para fortalecer os vínculos familiares e procurar novas oportunidades. Esse suporte acompanhou o período em que ele permaneceu no espaço de acolhimento institucional de Itaipuaçu.
Com o apoio da rede, Anderson obteve um emprego formal em uma empresa que atua com animais abandonados. A estabilidade financeira alcançada com o trabalho permitiu que ele alugasse uma casa e organizasse a própria moradia, iniciando uma nova etapa fora do abrigo.
“Quando falamos em desinstitucionalização, não estamos falando apenas da saída do acolhimento. É um processo de construção de possibilidades para que a pessoa retome o protagonismo sobre a própria vida, fortaleça vínculos, acesse direitos e faça escolhas com mais autonomia. O desligamento do abrigo representa uma nova etapa, que continua com o apoio da rede de atendimento no território”, afirmou a coordenadora da Casa Abrigo de Itaipuaçu, Monique Freitas.



