Itaboraí avançou, nesta quinta-feira (20/08), na construção do Plano Local de Ação Climática (PLAC), em programação realizada no Instituto Federal Fluminense (IFF) – Campus Itaboraí. O encontro reuniu representantes do poder público municipal, da ONU-Habitat, do ICLEI – Governos Locais pela Sustentabilidade, da sociedade civil e do setor privado.
O plano tem como objetivo definir estratégias para que o município esteja preparado para prevenir, reduzir e responder aos impactos das mudanças climáticas. Itaboraí integra o processo de construção de Planos Locais de Ação Climática em 34 municípios do Estado do Rio de Janeiro, iniciativa desenvolvida em parceria entre o Governo do Estado do Rio de Janeiro e a ONU-Habitat, com apoio técnico do ICLEI.
Pela manhã, secretários municipais participaram de uma reunião institucional para conhecer as etapas de elaboração do plano, discutir a realidade climática local e integrar áreas da administração pública. À tarde, uma oficina diagnóstica reuniu sociedade civil, empresários, integrantes do poder público e outros setores da comunidade para levantar riscos e vulnerabilidades no território.
Segundo levantamento do grupo de trabalho intersetorial do município, quatro fenômenos foram apontados como prioritários: enxurradas, inundações, arboviroses e ilhas de calor. Na oficina, eles foram destacados em mapas do município e relacionados a aspectos de vulnerabilidade socioeconômica.
A secretária municipal de Meio Ambiente e Urbanismo, Alyne Saldanha, afirmou que o PLAC vai orientar ações emergenciais e estratégias para os próximos anos. “Estamos construindo um planejamento baseado na realidade de Itaboraí, que vai orientar tanto ações de curto prazo e emergenciais quanto estratégias para os próximos anos. As mudanças climáticas já estão acontecendo e precisamos estar preparados. O município está se colocando à frente, trabalhando de forma preventiva e planejada para evitar que esses efeitos atinjam a população de maneira ainda mais negativa. A importância desse plano é justamente prever as ações, estabelecer prioridades e criar estratégias de adaptação e enfrentamento”, afirmou a secretária.
De acordo com a ONU-Habitat, a governança climática também prevê a criação de um Fórum de Mudança do Clima. O documento terá três eixos principais: mitigação, adaptação e resiliência. A previsão é que os Planos Locais de Ação Climática sejam entregues em 2027.



