Estudantes da Escola Municipal Professora Irene da Silva Oliveira, em Vila de Cava, Nova Iguaçu, aprendem Língua Brasileira de Sinais (Libras) no projeto “Mãos que Falam”. Iniciada há poucos meses, a atividade atende alunos que se preparam para ingressar no segundo segmento do Ensino Fundamental e trabalha a comunicação com pessoas surdas.
A proposta é ampliar gradualmente as atividades para envolver também os profissionais de educação da unidade. Além do ensino de sinais, o projeto aborda acessibilidade, respeito às diferenças e barreiras de comunicação que podem aparecer dentro e fora da escola.
A professora e intérprete de Libras Taiane Saize, responsável pela iniciativa, explica o objetivo do trabalho: “É uma questão de visão e acessibilidade, é algo que vai além dos muros da escola. A ideia é fazer os alunos aprenderem que existe uma forma de comunicação diferente e que, lá fora, ela pode ser muito útil. Queremos que eles tenham domínio sobre essa língua”, afirmou.
Segundo a diretora adjunta, Marinalva Costa, o interesse pelas aulas já aparece na convivência entre as crianças. Os estudantes utilizam o aprendizado em diferentes momentos da rotina escolar, incluindo o recreio, quando conversam em Libras e até cantam.
Jhully Silva, de 11 anos, aluna do 5º ano, conta que não havia participado de uma atividade desse tipo e quer continuar aprendendo. “É muito legal e eu quero continuar participando, ter mais vezes como o dia de hoje. Aprender as expressões faciais e como falar com as mãos são o que mais gosto nas aulas. Hoje aprendi minha expressão favorita, como demonstrar surpresa”, disse.
Também aluna do 5º ano, Lúcia Helena Oliveira, de 13 anos, relata que antes acreditava que teria dificuldade para aprender a língua. Com as aulas, mudou essa percepção e passou a considerar o projeto um dos momentos favoritos de sua rotina escolar.



