Artesãs de Campos produzem crochê para empresa que vende a marcas de outros países

Em Campos dos Goytacazes, 20 profissionais do projeto Crochê para Todos estão produzindo peças para uma empresa do Rio de Janeiro que comercializa com grandes marcas de outros estados e de outros países. Criado em 2023 pela prefeitura, o projeto é desenvolvido pela Gerência de Economia Solidária da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Energia e Inovação.

As artesãs contam com um espaço oferecido pelo município para se reunir e produzir. O apoio inclui o transporte dos materiais e das peças, a negociação dos preços, a segurança jurídica para a comercialização e a emissão de notas fiscais. Todas as profissionais do projeto são microempreendedoras individuais (MEIs), e o pagamento acompanha a produção de cada uma.

Segundo o gerente de Economia Solidária, Pedro Barcelos, a meta é ampliar a parceria com o Crochê para Todos para que mais artesãos e artesãs possam aumentar a renda com a atividade.

Uma das participantes, a artesã Amarilis Azevedo da Costa, afirma: “A prefeitura ajuda muito, possibilitando que nós possamos comercializar com o Brasil e exterior”. Ela também está entre as primeiras beneficiadas pela Carteira Municipal da Economia Solidária.

O documento permite acesso a descontos em lojas parceiras, participação em feiras, exposições e eventos, além de espaços de comercialização e programas de capacitação. A carteira foi criada para beneficiar artesãos, profissionais de gastronomia artesanal, agricultores familiares e de agroecologia, pescadores artesanais e catadores de recicláveis de Campos.

“Vai ajudar muito na compra de material”, diz a crocheteira Pâmela Vilela dos Santos Henriques sobre a carteira. Ela trabalha com a técnica desde criança e integra o Crochê para Todos desde o início do grupo.


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