Um estudo do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA) analisou a política pública voltada à população idosa no município e apontou a integração entre saúde, atividade física, convivência e proteção social como base para promover autonomia, participação social e qualidade de vida no envelhecimento. O trabalho foi apresentado nesta quinta-feira (3) ao prefeito Antonio Francisco Neto.
Intitulada “Estrutura, processos e alcance de uma política municipal de envelhecimento saudável: o caso de Volta Redonda, Rio de Janeiro”, a pesquisa avaliou ações das secretarias municipais de Saúde, de Assistência Social e de Esporte e Lazer. A conclusão indica uma resposta pública distribuída pelo território e voltada a diferentes dimensões da vida na velhice.
Segundo os dados apresentados, o Programa Viva Melhor tem 7.227 participantes em núcleos pela cidade. A Assistência Social reúne 5.337 participantes em 79 grupos, com encontros em 35 Centros de Referência de Assistência Social e três Centros de Convivência. A Policlínica da Melhor Idade realiza cerca de 1,5 mil atendimentos por mês.
A pesquisa também relaciona a experiência local a estudos internacionais sobre atividade física e longevidade. Um dos estudos citados, com mais de 650 mil pessoas, associou a prática de exercícios a ganhos na expectativa de vida. No caso de Volta Redonda, os pesquisadores consideram que programas continuados podem contribuir para ganhos de dois a três anos, além de favorecer funcionalidade e autonomia.
O próprio estudo ressalta, porém, que esse impacto específico ainda precisaria ser medido por acompanhamento longitudinal da população. A análise também situa a Viagem da Melhor Idade como uma etapa visível de uma política permanente, voltada a estimular rotina de atividades, convivência, cuidado com a saúde e manutenção da independência.