A Prefeitura do Rio anunciou a expansão das supercâmeras da CIVITAS Rio, com maior concentração de novas instalações na Zona Norte nesta etapa. A ampliação começa pelo Méier e por Madureira e será feita de forma gradual em todas as regiões da cidade, com pontos definidos por critérios técnicos e análise de manchas criminais.
— Esses bairros têm muito roubo e furto de veículo e também de celular, muitas vezes com uso de moto ou carro. A gente já tem uma vigilância nessa região, mas vai passar a ter muito mais câmeras. O que a CIVITAS Rio faz é um cerco eletrônico com uso de radares e muita inteligência artificial pra gente poder prever o deslocamento de determinadas quadrilhas. A mensagem que fica é que está cada vez pior para o criminoso que quer usar um veículo para cometer algum crime na cidade — disse o prefeito.
As supercâmeras usam inteligência artificial para analisar imagens e cruzar características visuais, como cor e tipo de veículo, direção, objetos e padrões de vestimenta. O objetivo é localizar pessoas ou veículos de interesse e reconstruir trajetos. De acordo com a prefeitura, uma câmera pode analisar até 3 mil situações ao mesmo tempo.
— Nossas câmeras são capazes de registrar até 3.000 situações de forma simultânea. Isso permite que a CIVITAS Rio consiga, por exemplo, identificar um veículo suspeito envolvido em uma cena de crime por meio de visão computacional. Não ter a placa não é um problema: nós conseguimos chegar à identificação do veículo por cor, marca e modelo. É mais tecnologia nas ruas da cidade — afirmou Davi Carreiro, chefe-executivo da CIVITAS Rio.
Hoje, o Rio tem 13 mil câmeras, das quais mais de 3.500 são supercâmeras inteligentes. Até o fim do ano, a previsão é passar de 6.500 supercâmeras em um sistema com mais de 16 mil câmeras.
O cinturão digital de segurança também será ampliado nos acessos da cidade. No dia 16 de setembro, uma nova Muralha Digital será implantada na subida da Ponte Rio-Niterói, no lado do Rio. Até 2028, a previsão é chegar a 15 mil supercâmeras inteligentes.

