A equipe do Programa de Assistência ao Paciente com Asma e Rinite (Proapar), da Secretaria de Saúde de Campos, realizou nesta quarta-feira (2) uma ação de orientação a pacientes sobre cuidados com a saúde mental. A atividade integrou a campanha Setembro Amarelo, mês de prevenção ao suicídio.
Durante a iniciativa, os participantes receberam informações sobre sinais que podem indicar risco e sobre onde buscar ajuda quando necessário. As pessoas também receberam uma fita amarela, símbolo da campanha.
A psicóloga Gabriella Bandeira Passos, coordenadora de Saúde Mental, participou da ação a convite da coordenadora do Proapar, Patrícia Pinto Azevedo, e falou sobre acolhimento. “Ofertar ajuda e olhar com carinho para o outro que está ao nosso lado podem salvar uma vida. Ter uma rede de apoio e pessoas em quem você confia, sejam familiares ou amigos, contribuem para o bem-estar psicológico e social”, enfatizou Gabriella.
Gabriella também afirmou que é necessário reconhecer que crianças podem adoecer emocionalmente. “Devemos validar o sofrimento infantil e priorizar a saúde mental dos pequenos, superando a visão de que a ausência de preocupações financeiras, por exemplo, os tornam imunes ao estresse”, afirmou.
Segundo a psicóloga, em situações de emergência, quando a pessoa está em sofrimento psíquico, a orientação é acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), pelo 192, para encaminhamento a uma das Unidades Pré-Hospitalares (UPHs) e estabilização do paciente.
A coordenadora do Proapar, Patrícia Pinto Azevedo, ressaltou a importância do acolhimento com respeito e sem julgamento. “Devemos lembrar que a dor invisível precisa de cuidado. Ao romper o silêncio, damos espaço à vida e à esperança. Um gesto de atenção pode ser o recomeço para alguém”.
Paciente do Proapar há 15 anos, Leciane Laurindo Clemente, de 55 anos, elogiou a conscientização sobre saúde mental. “Esse trabalho faz com que a gente fique em alerta quando algum amigo ou familiar apresentar sinais como tristeza profunda ou falta de motivação”, afirmou ela, que é portadora da Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC).



