Parque de Itaboraí recebe pesquisadores para estudar patrimônio paleontológico

O Parque Municipal Natural São José de Itaboraí recebeu, na manhã de sábado (19/09), paleontólogos de países da América Latina e da França para uma visita técnica vinculada ao VIII Congresso Latino-Americano de Paleontologia de Vertebrados. Os pesquisadores conheceram características do sítio onde foram encontrados fósseis de mamíferos e outros vertebrados de aproximadamente 56 milhões de anos.

A administração do parque mediou a atividade, que contou com o apoio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo e de professores da UERJ e da UFRJ. A visita incluiu informações sobre a história do período Paleógeno e a observação das características do local.

Entre os participantes estava o paleontólogo argentino Javier Gelfo, do Museu de La Plata, professor da Universidade Nacional de La Plata e pesquisador do CONICET. Segundo ele, os registros de Itaboraí contribuem para compreender a evolução dos mamíferos e os acontecimentos do Paleógeno.

Os fósseis da região incluem grupos de mamíferos extintos, como Notoungulata e Xenungulata, além de uma diversidade de marsupiais. Esses vestígios permitem estudar a fauna entre o final do Paleoceno e o início do Eoceno, quando a América do Sul apresentava elevado isolamento geográfico.

Gelfo ressaltou que esse isolamento favoreceu o surgimento de espécies e grupos exclusivos do continente. O sítio de Itaboraí permite comparar as faunas do Sudeste brasileiro com registros de outras áreas sul-americanas, sobretudo da Patagônia.

Além de mamíferos, há registros de aves e de alguns arcossauros, como crocodilos, que ampliam as possibilidades de pesquisa sobre a biodiversidade do período. O gestor do parque, Luís Otávio, destacou a importância da preservação do espaço e da aproximação dos pesquisadores com o patrimônio paleontológico do município.


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